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quinta-feira, 4 de junho de 2015
Danger Line #33
Quando abri meus olhos eu estava em um quarto muito claro com coisas modernas ao meu redor, ao tentar me levantar eu quase caí, pois minhas pernas estavam doloridas como se eu tivesse feito um grande esforço, eu estranhei, pois não me lembrava de ter corrido por esses dias....
domingo, 15 de junho de 2014
Reescrevendo: - Não Foi Apenas Um Sonho
Ooooooi gente!
Estava relendo algumas de minhas obras, e quando prestei atenção em "Não Foi Apenas Um Sonho" algo me incomodou profundamente!
E eu logo percebi o que era: A MINHA FALTA DE MATURIDADE COM A ESCRITA!
Como ela foi uma das minhas primeiras histórias fica faltando MUITO cenário e MUITO complemento de dialogo.
Isso me machucou muito!
E por isso eu decidi reescrever essa história!
Quero deixar ela com uma nova cara, mais completa porém sem mudanças no conteúdo dela, mas com certeza o que eu vou fazer vai dar mais "vida" e "persona" para os personagens dela.
Por isso no menu "Histórias" o status dela vai deixar o "Finalizada" e vai receber um "Sendo Reescrita!"
E como pontapé inicial vou postar pra vocês a nova capa de Não Foi Apenas Um Sonho!!!!
Os devidos créditos estão na imagem...
Ela pertence a: LAS-T
Bom queridos por hoje é só!
Até mais!!!
Estava relendo algumas de minhas obras, e quando prestei atenção em "Não Foi Apenas Um Sonho" algo me incomodou profundamente!
E eu logo percebi o que era: A MINHA FALTA DE MATURIDADE COM A ESCRITA!
Como ela foi uma das minhas primeiras histórias fica faltando MUITO cenário e MUITO complemento de dialogo.
Isso me machucou muito!
E por isso eu decidi reescrever essa história!
Quero deixar ela com uma nova cara, mais completa porém sem mudanças no conteúdo dela, mas com certeza o que eu vou fazer vai dar mais "vida" e "persona" para os personagens dela.
Por isso no menu "Histórias" o status dela vai deixar o "Finalizada" e vai receber um "Sendo Reescrita!"
E como pontapé inicial vou postar pra vocês a nova capa de Não Foi Apenas Um Sonho!!!!
Os devidos créditos estão na imagem...
Ela pertence a: LAS-T
Bom queridos por hoje é só!
Até mais!!!
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Danger Line - #32
Assim que
voltei ao campo de batalha vi Kyle agonizando jogando em um canto, e
rapidamente fiz uma magia para reverter o estado dele, consegui reduzir a
gravidade do ferimento agora sua sobrevivência depende apenas dele, em seguida
fiz um feitiço para oculta-lo, era a única coisa que eu podia fazer por ele
nesse momento.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Nobody Need Know
— Não mãe eu não quero ir – eu disse reclamando mais uma vez.
— Mas você vai! – ela me respondeu sem rodeios
— Mãe a senhora sabe que eu não levo jeito NENHUM com crianças. – eu disse desesperada.
— Isso é coisa da sua cabeça menina, as crianças adoram você!
— Não mãe, não mesmo!
— Mas não quero saber! Eu e seu pai vamos a esse jantar com nossos futuros sócios e você que é uma ótima menina vai ficar cuidando do filhos dele. Bom eles disseram que é só pra você fazer companhia para ele não disse necessariamente “cuidar”
— Mas a senhora não disse que eles tem 3 filhos? – eu perguntei
— A filha e um dos filhos não estarão em casa. – ela disse. Pelo jeito essas crianças tem mais vida social que eu! — Agora vamos que seu pai já nos chamou!
—Ta bom, já que eu não tenho escolha mesmo.
Eu peguei minha mochila e meu moletom do Misfits e segui minha mãe para a garagem entrando no carro silenciosamente, então pegamos a estrada. Pelo visto esse casal mora meio afastado do centro. Depois de uma meia hora chegamos em um casa grande, meu pai fez uma ligação segundos depois nós passamos pelo portão parando em frente a posta da casa e eu estava para fora do carro, o casal amigo dos meus pais ocupavam o lugar onde eu estava anteriormente e uma senhora sorridente me dizia.
”Não se preocupe, ele não vai de dar trabalho nenhum, provavelmente ele está dormindo agora. Fique a vontade tem comida na geladeira. Até mais querida.”
Então o carro partiu...
Eu entrei na casa um tanto apreensiva, e fui direto pra sala e liguei a TV, o garoto estava dormindo então vou assistir alguma coisa, passei rapidamente pelos canais e vi que estava passando The Big Bang Theory, Sheldon estava numa piscina de bolinhas mergulhando e falando “Bazinga” sendo perseguido por Leonard e eu tentava não rir muito alto, eu segurava a minha boca com as duas mãos para não fazer barulho pra não acordar a criança.
— Esse episódio é um dos melhores. – uma voz grave disse atrás de mim me fazendo pular do sofá e olhar pra trás. — Desculpa não queria te assustar, só desci pra pegar água. – um rapaz mais ou menos da minha idade sem camisa estava parado na minha frente, com um sorriso gengival mais lindo que eu já vi.
— Oi... É... Desculpe acho perdi alguma coisa... Você é? – eu perguntei sem graça. Eu estava morrendo de vergonha e sentia meu rosto quente, provavelmente eu estou vermelha.
— Eu sou Bang YongGuk prazer. – ele estendeu a mão pra mim e eu apertei querendo que um buraco na terra me engolisse naquele momento. A mão dele era bem maior que a minha e estava quente contrastando com a minha gelada — Você deve ser a filha dos amigos dos meus pais.
— Sarah Aoi Mayumi – eu disse sem jeito — Desculpa pela reação eu só não esperava... – um cara gato assim — Uma pessoa já grande.
— Meus pais deram a impressão de que eu era uma criança não é? – ele perguntou sentando-se ao meu lado no sofá.
Meu deus eu vou morrer.
— Pensando bem nunca disseram exatamente que você era uma criança, mas pela conversa eu deduzi... – ele riu.
— Normal, muitos amigos deles acham que tem crianças na casa pelo modo que eles falam, mas só tem adultos aqui. Minha irmã mais velha que saio com as amigas e o meu gêmeo que saiu com a namorada. – meu deus tem dois desse homem pelo mundo. — Ai eu fiquei sozinho, bom... agora não mais.
Se ele não parar de sorrir assim logo, logo ele vai, por que no mínimo eu vou morrer! Ele podia colocar uma blusa.
— Fui eu que te acordei? – eu perguntei vendo o Sheldon falando algo sobre coito com a Penny o que me deixou corada. — Com as minhas risadas?
— Não, não... Eu estava acordado já, só não queria descer...
— Mas não precisa ficar aqui – eu disse me agitando — Não quero te incomodar... E-eu...
— Se acalma – ele riu — Agora minha cama meio que perdeu a graça.
Minhas mãos caíram flácidas sobre meu colo. O que ele quis dizer com isso?
Acho que ele ta falando do Sheldon!
— Quantos anos você tem Sarah? – ele me perguntou.
— Vinte, e você?
— Vinte quatro, sou só um pouco mais velho! – ele podia mesmo parar com esse sorriso. To ficando sem fôlego assim... Oi?
— Só um pouquinho – eu continuei olhando a TV até perceber que Howard estava usando um robô para coisas nada decentes e eu fiquei completamente vermelha.
— Mas só ta passando os episódios mais absurdos hoje. – ele riu e estendeu o braço no apoio do sofá, ou seja, ele tava com os braços próximo aos meus ombros e eu estou imóvel no sofá, nem ouso a me mexer.
— Sarah ta tudo bem? – ele se aproximou de mim — Você está meio vermelha...
O rosto dele estava a centímetros do meu, eu prendi um pouco o fôlego e eu acho que depois disso ele percebeu que eu não estava nervosa por estar assistindo e sim pela a presença dele. Minha vontade era de agarra-lo, mas eu estou fazendo uma força danada pra isso.
— Desculpe. – ele disse se afastando — Não foi a minha intenção de constranger.
— Não... que isso, eu.. e-eu só não to acostumada a ficar tão próxima de alguém bonito assim e... – eu parei de falar quando percebi a cagada que eu estava fazendo. Ele sorriu para mim.
— Obrigada. – ele corou um pouco e se levantou — Bom acho que vou subir.
NÃO! Não cara fica aqui, por favor!
— Tudo bem, não precisa se incomodar comigo – essas foram as palavras que saíram da minha boca. Mas eu continuava implorando mentalmente para que ele ficasse
Ele foi subindo as escadas, mas parou virou-se para mim — Qualquer coisa é só me chamar. – e em seguida se foi.
Depois disso ele desceu mais umas três vezes, uma ele falou comigo e as outras ele veio só até a ponta da escada ficou me observando um tempo e subiu de novo, a minha vontade era chamar ele pra ficar aqui comigo, conversando ou fazendo coisas mais interessantes, mas coragem que é bom estava me faltando.
Comecei a ver um filme de terror ai que tava passando, quando do nada as luzes piscaram e eu me assustei e acabei soltando um gritinho que não me orgulho!
— Ta tudo bem? – ele veio descendo as escadas rápido.
— Sim, eu acho, foi só um sust... – quando eu estava terminado de falar um raio caiu lá fora, que me fez pular na direção dele, que me segurou bem na hora em que as luzes se apagaram. — Desculpa eu disse apoiada nele.
— Não tem problema – eu senti a vibração da fala no peitoral nu dele. – Ai. Meu. Deus! — Eu estava pensando um jeito de fazer isso mesmo.
Oi?
— Ãh? – quando eu levantei a cabeça para tentar olha-lo ele abaixou a cabeça e selou nossos lábios, eu ia tentar protestar, mas não é todo dia que se tem essa sorte né?
Ele apertou minha cintura e eu fiquei na ponta dos pés e entrelacei meus dedos nos cabelos da nuca dele, ele aprofundou o beijo me levando todo ar, ele explorava cada canto da minha boca sem nenhuma cerimônia, seu aperto forte era a única coisa que me sustentava, pois minhas pernas estavam bambas. Então ele me levantou no colo e sentou-se no sofá fazendo-me sentar encaixada nele, senti meu corpo esquentar então passei minhas mãos sobre o abdômen definido dele fazendo-o respirar fundo, mas ele não interrompeu seus beijos, ele segurou firme meu cabelo e nos rolou no sofá ficando por cima de mim, ele era pesado, mas eu não importei nenhum pouco, ele parou de me beijar só um pouco para observar minha reação, e eu fiquei corada na hora, ele estava sorrindo mordendo o lábio inferior, mas segundos depois sua boca estava sobre a minha novamente. Era apenas ele e eu, contato de pele e bocas e mais nada, nenhum pensamento puro sequer passa por nossas mentes naquela hora em que as mãos dele exploravam meu corpo e as minhas o dele, eu já podia sentir a sua excitação por cima da calça enquanto ele pressionava o seu quadril ao meu, então nessa hora nós ouvimos o barulho dos portões se abrindo.
— Droga – ele disse e eu soltei um muxoxo em reclamação
Com relutância ele partiu o beijo e saiu de cima de mim.
— Me passa seu telefone – ele disse com um tom apressado na voz me passando um bloquinho de folhas que estava na mesinha e uma caneta, e enquanto eu anotava ele prendeu meu cabelo em um nó e arrumou as minhas roupas amassadas como pode. — Eu vou te procurar, você não vai se livrar de mim! E ninguém precisa saber disso! – ele sorriu mordendo o lábio inferior de novo... — Não agora! – ele me deu um selinho rápido e voou escada acima me deixando sentada no sofá atônita quando a chave girou na fechadura.
— Vocês não querem entrar a mãe do Bang perguntou aos meus pais.
— Não não, só chame a Sarah por favor! – a mãe dele ia virar pra me chamar, mas eu estava ao lado dela.
— Muito obrigada pela hospitalidade – eu disse
— Imagina queriada... Nosso menino te deu trabalho?
— Não, ele só veio tomar água e depois subiu. –ah e depois a gente tava rolando no seu sofá.
— Que pena vocês nem conversaram... – ela disse, mas se soubesse...
— Eles terão oportunidade querida! – o marido dela disse. Ah pode ter certeza que sim.
— Foi um prazer. Até mais – eu disse e me virei pra entrar no carro dos meus pais. Onde era seguro e eu não tinha que responder meus sogros.
Eu ri da minha própria piada inútil.
Meia hora depois eu estava entrando em casa quase correndo para o meu quarto.
— Tudo bem querida? – minha mãe disse.
— Ta sim! – eu respondi meio área dando um beijo na bochecha dela e subi para o meu quarto.
Quando entrei lá peguei meu celular que tinha vibrado com um numero desconhecido na tela.
“Não se preocupe, já sei onde você mora.
Em breve apareço pra gente terminar a nossa conversa.
Boa noite Sarah
Sonhe comigo, porque eu sonharei com você”
Eu salvei o numero de telefone.
Pode ter certeza que vou sonhar com você Bang!
Acho que vou querer cuidar desse filho dos amigos dos meus pais mais vezes...
Afinal...
Ninguém precisa saber!
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Meu presente de Natal atrasado ^^'
Eu estava no
meu sofá, lendo um livro como sempre... Eu estava esperando meu “consorte”
chegar em casa... Hoje Jeremy está atrasado. Logo hoje que ele prometeu me
levar para fazer as compras de Natal.
Sim, eu
sei...
É estranho,
mas estamos novamente na época do Natal. Continua sendo minha data favorita do
ano, e também a data mais estranha e perigosa do ano para mim. Depois de tudo
que aconteceu no natal passado Jeremy veio morar comigo, e não sei dizer o tipo
de relação que nós temos, mas o importante é que ele me protege e cuida de mim.
Ele deixou o emprego de taxista e abriu uma livraria por mim, então hoje eu não
preciso mais comprar livros. Essa época do ano pior para pessoas que tem lojas,
pois eles têm que ter muito cuidado com o fluxo de movimento, mas Jeremy sempre
da um jeito de chegar cedo em casa. Ele me disse que como não faz muito tempo
que eu estive em Panmidgard “banindo” criaturas do mal com a versão mais nova
dele eu estaria suscetível a ataques mágicos então ele não gosta de me deixar
sozinha...
— Sophie? –
ele chegou me chamando.
— Eu? –
respondi calma.
— Cheguei! –
ele encostou no umbral da porta e sorriu pra mim, ele não precisa saber, mas
toda vez que ele da esse sorriso enviesado meu coração vai dar umas voltas e me
abandona aqui.
— Que bom!
Sinto-me mais segura agora... Você quer alguma coisa pra comer?
— Tem muffin
de chocolate com avelã e nozes?
— Nossa você
esta especifico hoje...
— Eu te vi
comprando chocolate avelãs e nozes.
— Você não
deixa escapar nada também... – ele tirou o casaco e veio sentar comigo, ele
levantou minhas pernas para sentar e depois as estirou em cima das suas.
— Não quando
você faz doces!
— Bom, então vamos comer os muffins e depois vamos às compras de natal,
você me prometeu. – eu levantei
seguindo para a
cozinha
— Tudo bem... Eu te levo, mas você sabe o que
eu acho - ele me
seguiu para cozinha – Não acho bom você sair assim, foi tudo muito recente e eu
quase te perdi...
Eu me virei de frente pra ele de repente e o
abracei. — Mas eu
estou aqui e estou bem, e temos que fazer compras!
— Tudo bem, já que você insiste tanto nós
vamos, mas saiba que eu não estou com um bom pressentimento.
— Tudo bem! Prometo me comportar bem.
— Meu medo não é você – ele mordeu o muffin — Ta gostoso isso
aqui!
— Não fala de boca cheia – eu dei risada! — Vou me
arrumar.
Sai da cozinha para o meu quarto para me
arrumar, não vou negar que a preocupação do Jeremy me deixou cismada, será que
ainda existe algo que possa nos machucar
ou nos perseguir? Sem perceber eu levei a minha mão ao ombro que foi ferido
naquela noite.
Enquanto eu escolhia a calça que iria usar um
vento forte atravessou o quarto e uma sensação estranha passou por mim e eu
fiquei com medo de olhar em volta. Um frio descomunal começou a invadir meu
quarto e eu fiquei assustada eu estava prestes a me esconder dentro do armário
quando eu ouvi a voz de Jeremy me chamando e batendo na porta
— Não tenha medo. – ouvi uma voz grave muito calma, segura e um
pouco aflita — Abra a porta para seu consorte.
Eu não virei para ver de quem era a voz, apenas fiz o que a voz
pediu, abri a porta e dei de frente com um Jeremy assustado que me abraçou
protetoramente, seus olhos azuis acinzentados estavam mais escuros que o normal,
e ele me virou aos poucos para que eu vesse a quem aquela voz pertencia.
Eu simplesmente não pude acreditar no que eu via, um enorme lobo
prateado com alguns pelos azulados nos encarava com uma cara triste que partiu
meu coração.
— Eu preciso da ajuda de vocês. – ele nos fitava triste — O Claus,
ele sumiu! Tenho certeza que alguém o sequestrou e amanhã é natal, eu sou só o
espírito do inverno eu não posso conduzir o trenó, os elfos estão fazendo a
busca por ele, mas tenho certeza que não vão encontra-lo a tempo... No outro
hemisfério já é quase natal.
— E o que nós podemos fazer? – eu perguntei aflita querendo ajudar
— Jeremy é o único ser humano que já andou no trenó do Claus, e só
um humano pode conduzir esse trenó, os gnomos e duendes ajudantes não tem força
para guiar.
— Então você quer que eu seja “Papai Noel” por um dia? – ele
perguntou com a voz cautelosa
— Sim!
— Você entende o tamanho da responsabilidade que você está me
pedindo pra assumir?
— Nós não temos mais a quem recorrer – o lobo olhava suplicante.
— É perigoso demais me afastar da Sophie essa época. – o lobo me
olhou e eu devolvi o olhar triste.
— Ela pode ir com você, eu vim pedir ajuda a vocês dois, e se você
quiser eu posso permanecer por perto para protegê-la
— Ajuda ele Jeremy. – eu pedi — Não podemos deixar que o natal não
aconteça – minha voz era suplicante.
— Tinha que tocar logo no ponto fraco dela não é? – ele encarava o
lobo.
— Por favor Jeremy.
— Tudo bem! Nós vamos te ajudar – ele disse olhando para o lobo. —
E você... – ele apontou pra mim! — Coloca aquele vestido de inverno que eu te
dei! Vamos lobo! Vamos deixar ela se trocar.
— Meu nome é Firenzie. – O lobo falou calmo
Ele saiu do quarto acompanhado do lobo e eu fui fechar a porta e eu
pude ouvir Firenzie dizer ao Jeremy “E ela é o seu ponto fraco!” depois de uma
respiração profunda ele respondeu “Sim, ela é” e eu quase dei piruetas no meu
quarto, mas eu tinha que me apressar, coloquei o vestido que Jeremy tinha me
dado ele era vermelho com pelúcia preta nas extremidades, e uma bota branca e
meias 1/8 pretas para não ficar com frio nas pernas e fui pra sala onde
encontrei os dois sentados na sala.
— Vamos?
Jeremy me encarava sorrindo — Você está bonita.
— Obrigada – senti minhas bochechas corarem.
— Estão prontos? – Firenzie nos perguntou e nós assentimos então o
lobo soprou um vento gelado e de repente nós sentimos uma sensação que há muito
não sentíamos, aquela sensação do “mini-tornado” e depois disso sabia que já
estava bem longe de casa.
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Quando chegamos a Panmidgard vi que Jeremy não estava mais com o
aspecto de um homem de 28 anos, e sim um cara de 21, seus traços suavizaram e
depois de um ano pude ver aquele menino sério e calmo que me ajudou a voltar
pra casa e optou por ficar ao meu lado.
— Vamos... Nós não temos tempo – o lobo correu para a nossa
direita, e quando viramos nós vimos um grande castelo que me deu até tontura de
olhar para cima, Jeremy segurou minha mãe e nós seguimos por uma ponte para
alcançá-lo.
Enquanto nós andávamos uma fina camada de flocos de neve caiam a
nossa volta, e fumaça saia de nossa boca, mas quando entramos no castelo nós
sentimos um calor aconchegante, uma sensação de lareira e caneca de chocolate
quente.
— Sigam-me vamos para a garagem!
Jeremy me olhou e pronunciou sem voz “Garagem?” eu ri e seguimos
ele, e quando entramos lá nós vimos um grande trenó vermelho e doze pessoas
sentadas, brincando e conversando, quando chegamos mais perto vi que aquelas
pessoas tinham chifres
— Jeremy – sussurrei — as renas são pessoas?
— A ultima vez que eu vi eles tinham quatro patas... – ele
sussurrou de volta
— Nós somos metamorfos, mudamos de formas, mas mantemos algumas das
nossas características de renas... Como uma boa audição. – uma moça dos longos
cabelos castanhos e olhos brilhantes me
disse com um sotaque francês — Muito prazer meu nome é Dancer
— Prazer Dancer, eu sou Sophie. – Eu estendi pra mão para ela.
— Eu sou Jeremy – ele apertou a mão dele.
— Oi bonitão – Disse uma outra rena menina — Sou a Vixen - a rena ousada disse para o Jeremy — Oi
bonitinha – ela me cumprimento também — Espero que vocês não tenham nenhum tipo
de relação.
— Vixen! – um dos cabelos loiros e roupas mais sócias falou — Isso
é falta de educação – percebi um leve assento britânico na sua voz. — Prazer,
meu nome é Prancer.
— Ele tem razão – uma rena que fumava disse — Eu sou o Donder. E
esta na hora de sair pra começar a entrega, mas antes alguns avisos: Durante a
entrega somos atacados por espíritos do caos e criaturas que gostam de nos
furtar, também sofremos por lugares que tem um miasma mais pesado que outros e
quando viramos renas precisamos totalmente de um bom condutor porque nós já
temos que evitar que os espíritos malignos envolvam o trenó, ou seja temos
nossas próprias batalhas. Então vamos.
— Você vai me ajudar a proteger a Sophie não é? – Jeremy perguntou
para Firenzie.
— Eu te dei a minha palavra. – Firenzie respondeu sério.
— Então vamos!
As renas começaram o processo de transformação que ao meu ver
parecia meio doloroso, mas ao final eles eram renas brilhantes e bem cuidadas
indo caba uma para suas baias para alçar voo. Firenzie subiu no trenó e depois Jeremy
me ajudou a subir também, e então tomou as redias e depois aos poucos fomos
alçando voo cruzando noite estrelada.
— Sophie é melhor você se segurar... – Jeremy me advertiu e eu me
posicionei melhor entre ele e o lobo dos pelos prateados. Com um movimento
rápido de mão as renas aceleraram e em poucos minutos nós ganhamos o céu.
Fizemos a entrega primeiro no hemisfério norte e estava tudo
correndo bem – tirando os miasmas e alguns ataques ocasionais que Donder havia
mencionado – até que nós recebemos uma mensagem dos elfos dizendo que tinham
encontrado o Claus e nos passando a localização dele para que fossemos ajuda-lo
já que eles não poderiam entrar no território da “coisa” que estava o prendendo
e pra completar eles disseram que ele
estava correndo risco de vida
— Nós temos tempo Donder? – Jeremy gritou perguntando a rena e ele
soltou um bufar de concordância. — Então vamos atrás do Claus. – mais um
movimento das mão de Jeremy e nossa carona inclinou para esquerda seguindo para
o vale morto
— Jeremy... Claus não é imortal? – eu perguntei me baseando nas
lendas do meu mundo.
— Sim, mas uma “criatura” mágica como ele pode ser erradicada por
outra mais poderosa.
— Ou seja... O Papai Noel pode morrer? – falei com a voz meio
desesperada.
— Sim! – ele disse tenso
Nós fomos nos aproximando da floresta morta, e quanto mais perto
estávamos, mais o miasma nos atingia com força, eu estava me sentido totalmente
enjoada e queria vomitar, Jeremy ao meu lado estava se segurando pra se manter
forte e Firenzie estava com os pelos todos eriçados e seus dentes estavam
trincados ele estava pronto pra atacar a qualquer momento, eu estava ficando
com medo, mas isso piorou quando eu senti que Donder começou a guiar as outras
renas em uma descida sem escalas, era se como alguém tivesse laçado seu pescoço
e puxado para baixo por uma força invisível, nós descíamos numa velocidade
vertiginosa, eras mil vezes pior que uma montanha russa demoníaca, eu senti os
braços de Jeremy me puxando para ficar no seu colo e eu me agarrei ao seu
pescoço sem coragem de olhar para baixo, meu estomago revirava loucamente
quando senti o impacto do trenó batendo no chão que nós impulsionou pelos ares.
Quando caímos eu senti uma dor fina e aguda no meu ombro, parecia que ele
estava queimando, a dor me cegou eu senti uma mão me puxando, e minha dor piorando
então tudo ficou preto...
Jeremy:
Quando caímos eu senti o corpo de Sophie escapar dos meus braços,
isso me desesperou, quando rolei no chão para tentar levantar vi alguém puxando
ela, e ela estava desnorteada e com cara de dor, não consegui ver o rosto de
quem estava levando-a então comecei a cambalear em sua direção mesmo ainda
estando desnorteado.
— Sophieeeee – eu gritei e ela pareceu confusa — Sophieeeeeeee...
Quem estava puxando-a estava todo de preto e tinha um longo cabelo
que me impossibilitou de ver seu rosto, ele puxou ela para o colo e saiu
correndo.
— NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO – eu gritava — FIRENZIE A SOPHIE, VÁ AJUDA-LA –
comecei a correr em direção a ela olhei para o lado e vi que o lobo estava
desacordado e quando olhei para direção dela ela havia sumido — NÃÃÃÃÃÃOOOOOOO.
Senti uma mão no meu ombro e vi que Vixen me segurava — Se acalma bonitão,
nervoso assim você não vai conseguir ajudar a sua pequena. Eu consigo sentir o
poder do Claus e levaram ela na mesma direção. Nós vamos conseguir encontra-la,
mas agora nós todos precisamos nos recuperar dessa queda. A sua testa está
sangrando e assim você não vai conseguir seguir em frente e salvar a Sophie.
— Ela tem razão – era a voz de Prancer concordando com ela — Olha
que eu não costumo dizer que a Vixen tem razão.
Olhei em volta e vi que todos ali estavam machucados, Vixen tinha
um olho roxo e o canto da boca cortado, Prancer estava com a roupa rasgada e vários
cortes pelos braços e eu olha os outros estavam com todos os tipos variados de
ferimentos.
— Vocês tem razão – segui na direção de Firenzie — Vamos nos
preparar antes de ir atrás deles. – peguei o lobo no colo e junto as renas
pegamos o trenó e procuramos um lugar seguro para cuidar dos nossos ferimentos
e nos preparar.
Sophie:
Ouvi a voz de Jeremy me chamando ao longe e me debati, mas senti
meu corpo sendo imobilizado e sendo erguido e carregado.
— Quem é você? – perguntei com a voz carregada de dor, mas não
obtive resposta então comecei a chorar baixinho, a pessoa que me carregava
exalava medo, parece que a sua presença me causava mais dor e náuseas, mas eu
já podia enxergar o seu rosto. Era um homem de feições bonitas e frias, mas
olhar para ele era como estar enfiando uma faca na própria mão, seus olhos eram
vermelho como um mar de sangue que só trazia o caos, eu queria sair de perto
dele, mas estava sem força para lutar, estava me sentindo como se meu corpo
estivesse sem vida.
Eu não vi quando e como, mas nós tínhamos chegado a quarto e eu fui
lançada em cima de uma cama,
— Você está me causando problemas a algum tempo garotinha – ele me
disse, a voz dele era como receber uma chuva de cacos de vidro — Faz um ano que
essa sua aura de esperança está atrapalhando meus planos de ter a alma de
Panmidgard nas minhas mãos.
— O que você quer de mim? – perguntei
— Sua morte, vou sugar toda a sua vitalidade aos poucos – ele sorria
pra mim e meu ombro doía — Essa sua dor no ombro, foi obra minha – ele chegou
mais próximo a mim e pousou a mão sobre o ombro que recebeu a flecha envenenada
e a dor que eu senti foi descomunal, eu me contorcia em cima da cama e gritava
de dor enquanto lagrimas de dor saiam do meu rosto — Você não faz ideia como eu
me sinto bem com a sua dor.
— Você é um monstro – gemi baixinho de dor. E ele me levantou por
um pulso deixando meu rosto na altura do dele.
— Eu sei. – ele sussurrou com os lábios na minha bochecha.
Jeremy:
Como nós estamos?
Desesperados.
As renas estão agitadas por sentirem a presença do Claus e eu to
desesperado por Sophie, Fierenzie já está bem e agora está farejando o rastro
de Sophie, assim que ele voltar nós vamos partir
— Rudolph? Você está bem? – Dancer perguntou para uma rena dos
cabelos pretos.
— Estamos ficando sem tempo. – ele respondeu.
— Ele tem razão. Temos menos de meia hora! – Donder reforçou.
— Achei o rastro dela, ela está no mesmo lugar que o Claus –
Firenzie chegou correndo através das arvores.
— Então vamos – eu disse
— Antes tenho que te dar uma coisa. – Prancer disse mexendo no saco
de presentes — Aqui, pegue... Isso pertence a você.
Eu peguei o embrulho das mãos dele e abri, lá continha meu arco e
flecha e uma flecha prateada élfica e um papel com os dizeres “só pronuncie
essas palavras no momento crucial”
— Obrigada Prancer – eu agradeci. — Vamos não temos tempo!
— Eu levo a todos – Firenzie disse criando um tornado de neve para
nos levar ao lugar certo e em segundos chegamos no castelo negro. — Vamos fazer
assim, Prancer vocês pagam o Claus – ele apontou com o focinho para as renas. —
Mas o Donder vem com a gente para ajudar a tirar a Sophie rápido daqui, a
energia vital dela esta sendo sugada.
Todos nós concordamos e saímos correndo, as renas desceram em
direção ao calabouço e Firenzie, Donder e eu subimos para os quartos, seguimos
para o quarto com o maior teor de miasma e quando o abrimos encontramos Sophie
no colo de um cara que estava com os lábios em seu pescoço enquanto um filete
de sangue escorria do pescoço dela, os braços dela estavam moles caídos pela
lateral do corpo.
Nessa hora eu enxerguei vermelho eu precisava tirar Sophie dos
braços dele. Corri e puxei ela dos braços daquele ser que foi pego de surpresa,
mas em seguida me olhou com ódio corri e entreguei Sophie para Donder.
— Leve-a daqui Donder
Firenzie pulou por mim e atacou o monstro que quase levara a vida
de Sophie e Donder correu dali com ela nos braços. Escutei o ganido sofrido de
Firenzie e me voltei para ver o que estava acontecendo, o Lobo estava atracado
com o demônio. Que estava prestes a quebrar a mandíbula do lobo quando eu corri
e chutei as costelas dele. Ele se voltou pra mim e eu rolei para trás, ele
lançou dardos negros em mim e eu escapei por pouco, então eu reconheci os
dardos, foram os mesmo que atingiram o ombro de Sophie, minha raiva daquele ser
aumentou. Era a segunda vez que ele
quase tirou a vida dela, eu tirei a única
flecha que estava na minha aljava, e fiz a mira no movimento mais rápido que
pude, enquanto o monstro se impulsionava para me atacar eu lancei a flecha.
— Atarion Siren Azala Seorin Neither Aurium – eu disse as palavras
que estava no bilhete e quanto a flecha atingiu-o no peito a flecha explodiu em
luz me cegando por um momento e quando a luz se foi eu não vi mais ninguém no
quarto, só eu e o lobo ferido ficamos ali. Após um segundo eu corri em direção a porta.
Sophie tinha que estar viva.
— Sophie... – Donder me passou ela que estava com a respiração — Ai
meu deus o que eu faço?
— Eu posso ajudar! – Claus vinha caminhando com Vixen lhe dando
apoio. — Vocês tem que voltar pra casa, lá os venenos são amenizadas e Sanmvia
tinha me predito o que aconteceria e me deu este vidrinho para podermos medicar
a menina, vamos não temos tempo!
E como um déjà vu eu me encontrei desesperado num trenó ao lado de
Claus me dirigindo para casa de Sophie com ela em meus braços a beira da morte,
mas dessa vez ela não estava delirando, ela estava quase morrendo. Quando chegamos
em casa todos entraram, as renas em forma humana, Claus e Firenzie, sentei com
ela em meus braços e Dancer me ajudou a medica-la, seu batimentos estavam muito
fracos e eu comecei a chorar, eu não queria perde-la, depois daquele beijo que
eu dei nela eu me restringi por aqui ser mais velho que ela, não sei como ela
se sente em relação a mim então eu não demonstrava todo o carinho que eu queria
dar a ela.
O coração dela parou.
E o meu também, eu não estava preparado para perde-la, eu não
conseguia nem falar, só chorar. Donder me encarava percebendo o que aconteceu e
Prancer veio até a mim, seus olhos estavam distantes.
— Ela não morreu! Confie em mim.
— Confie nele, Prancer tem sensibilidade maior que a dos outros em
relação aos seres vivos. – Vixen me disse...
— Ela não morreu. – Prancer se aproximou e encostou as mãos nos
meus olhos e apertou e soltou e eu pude ver uma versão espectral de Sophie a
coisa mais linda que já vi, ela estava flutuando sobre o corpo dela, mas ela
ainda estava presa ao seu corpo por um fio que aos que aos poucos ia ficando
mais forte e o seu espectro ia voltando para seu corpo, eu chorei mais ainda
era o melhor presente de natal que eu estava ganhando.
— Muito obrigada – a todos vocês.
— E eu acho que ta na hora da gente ir embora entregar o resto dos
presentes, graças a deus que o fuso horário dos mundos são completamente diferentes.
E por favor né, vamos deixar o casal a sós. – Vixen ria — Vamos, vamos, vamos –
ela ia enxotando todo mundo q quando saiu colocou a cabeça pra dentro de novo —
Caso desista dela bonitão, sabe onde me encontrar.
— Viiiiixeeeeen – ouvi a Prancer e Donder gritando-a e com um
impulso ela foi arrancada da porta rindo.
Sozinhos, eu levei a Sophie pra cama e deitei ao lado dela
observando sua alma voltar para seu corpo enquanto lagrimas escorriam do meu
rosto.
Sophie:
Eu estava flutuando – não me pergunte porque eu não sei como isso
aconteceu – só lembro de um cara me bater e me morder, mas agora vejo Jeremy
chorar deitado ao lado do meu corpo.
Pera eu morri?
Eu nem consegui falar para o Jeremy que o amava?
Senti meus olhos cheios de lagrimas, mas um peso me puxou pra
baixo. Agora está tudo escuro e eu só sinto dor.
Abri os olhos ofegando e tossindo e senti dois braços me puxando e
eu gritei me debati, eu não quero morrer nas mãos daquele homem.
— Shiii, Shiiii – Eu ouvi a voz de Jeremy e então encontrei os
olhos azuis dele me fitando cheios de lagrimas, deixei ele me puxar num abraço
e choramos juntos — Eu te amo Sophie, por favor, não me assuste mais desse
jeito. – ele puxou meu rosto e me deu um beijo como ele nunca havia feito.
— Eu também te amo Jeremy – eu segurava o rosto dele nas minhas
mãos — Não espere até o próximo natal para me dizer isso novamente.
— Você não vai passar mais nenhum dia sem ouvir isso. – ele voltou
a me beijar.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~*~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~*~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Jeremy passou esse natal com a minha família e comigo, então pude
apresentar ele como meu namorado e como no outro natal ele me deu um livro, o
titulo era maravilhoso, e graças a deus não me levou a lugar nenhum, mas eu
tenho uma leve impressão que isso ainda não acabou...
Bom mais isso seria outra história, por hora eu apenas vou ficar
aqui no sofá de casa abraçando a “loirisse” de Jeremy enquanto fazemos sessão O
Senhor dos Anéis.
Até uma próxima.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Danger Line #31
Ele nos olhava com ar de superioridade encarando um por um com um sorriso sem humor nos lábios, quando seu olhar encontrou o meu eu tive vontade de me encolher, mas me mantive firme, enquanto Paul sutilmente se colocava um pouco a minha frente me encobrindo.
— Não adianta tentar proteger a mocinha, hoje todos vocês morreram. – ele falou com a voz grave um tanto humorada. — E faço questão que você a veja morrer de uma forma bem dolorosa, assim como sua doce irmãzinha que me serviu muito bem esses últimos anos. – ele passou seus dedos longos pelo pescoço da Josette que ainda estava inconsciente.
Pude sentir Paul tencionar a ponto de ter um vislumbre das suas presas, nunca tinha visto ele tão nervoso, mas por incrível que pareça quem fez o primeiro movimento de luta não foi dele e sim do Cloud meu mestre sempre tão calmo tinha ódio no olhar. Depois disso minha percepção das coisas ficou completamente confusa, em um minuto vi Fenriz soltando Jo no segundo ela já estava do meu lado e Paul tentava pegar minha atenção.
— Me escuta Lana! Leve Jo o mais longe o possível e de um jeito de usar ela pra rastrear as outras! Fuja! FUJA AGORA E SALVE-SE! – ele me deu um beijo forte e rápido e segundos depois se juntou a luta que estava um furacão de luzes, fumaça e fogo.
Segurei Jo como eu pude e usei uma magia de transporte para sairmos daquele lugar, senti uma força estranha tentando impedir nossa partida, mas não foi por muito tempo, provavelmente alguém o atrapalhou. Quando chegamos ao laboratório do Paul usei o lugar que ele conversava com Fenriz, porque ali a aura dele está mais forte e posso sentir o lugar pra onde levou as outras. Fiz a coisa certa porque quando abri o portal encontrei quase todas elas desmaiadas, Aya, a mulher do Calardan estava tentando se levantar.
— Aya você está bem? – Fui na direção dela com uma expressão preocupada no rosto.
— Como você me conhece jovem? – ela me perguntou meio confusa.
— Sou amiga do Calardan-elda, não tenho tempo de explicar, sinto muito! – Fiz todas elas levitarem e atravessarem o portal comigo. — Vou mandar vocês para um lugar seguro, quando tudo acabar eu as trarei de volta, por favor cuide delas! – Fiz mais um portal, só que esse era temporal e vi o rosto do meu irmão Richard sentado na cama dele, ele se assustou quando me viu e estava pronto pra pegar seu taco de baiseball
— Richard eu sei que você não sabe quem sou eu, mas preciso de um favor! Não vou fazer nada de mau com você! – olhei esperando que ele acreditasse em mim, ele abaixou a mão e parou pra me ouvir — Muito obrigado eu preciso que você cuide delas pra mim. – Fiz elas atravessarem o portal e Aya me olhava preocupada, enquanto eu entregava Josette nos braços dele e ele a olhava com ar de que a reconhecia, mas não sabia de onde. — Richard eu conto com você! – disse isso enquanto fechava o portal vendo o rosto do meu irmão que não me reconhecia sabendo que essa poderia ser a ultima vez!
Feito isso eu me transportei pra o local da libertação de Fenriz onde tudo o lugar que minha visão alcançava era caos, e entrei em desespero quando olhei para o chão e vi o rosto de Cloud sem vida, levantei os olhos para ver se tinha mais alguém com ferimentos graves e esperando o pior, mas vi os quatro muito feridos, porém lutando, com os olhos cheios de lagrimas pela morte do Cloud resolvi entrar em ação afinal eu não tinha aprendido tanto pra não fazer nada! Me concentrei e senti minha aura se fortalecer, ventos começaram a chicotear meu rosto levantando os meus cabelos e meu corpo saiu do chão. Chegou a hora decisiva, vou lutar e só saio de lá morta ou com a vitória!
terça-feira, 23 de julho de 2013
What do you know about me? ~ 2 ~
Capitulo 2
— Eu não vou bater na sua mãe não tá? Se você quiser sair – Ange falou para o garoto.
— Não, eu fico. – ele respondeu irredutível.
— Que seja... – Ange disse jogando as mãos para cima.
Angeline:
Joguei minhas mão pro alto.
Pô que cara chato, não fui com a cara dele!
Morgan me mostrou uma cadeira e fui me sentar — Preparada para ouvir uma história nada agradável dona Morgan?
— Acho que sim! – Ela me respondeu assustada e eu sorri.
— Era uma vez uma criança muito linda, uma menina – eu não segurei o riso — loirinha, dos grandes olhos castanhos e super feliz, o nome dela era Angeline, mas ela tinha um pai terrível que colocou ela numa escola de artes, porque queria que ela fosse a melhor, a garotinha queria aprender musica, mas o pai dela disse: “Você será a melhor bailarina”. Então a história ficou triste, ela foi forçada a ir para a Academia e lá ela encontrou a pior bruxa de todas, ela não fazia feitiços nem tinha uma maçã envenenada, mas ela tinha uma Vara da Correção de Garotas sem Postura... – eu respirei fundo — Alguém chuta quem é essa vadi... Digo bruxa?
— Não pode ser a...
— Sim é a... Isso significa que está criatura é imortal porque quando eu tinha 4 anos ela já tinha 45 de puro botox e hoje Rose Hallowey está com 62... Voltando... Ela usava a maldita vara na correção na linda garotinha para que ela executasse todos os pliês e arabesques com perfeição e eu conseguia e quando conseguia ouvia “Nada mais que sua obrigação moleca insolente”. Em casa minha mãe conseguiu convencer meu pai para q eu fizesse aulas de musica também então minha rotina era: escola balé e aulas de piano, fui ficando mais velha e fui fazendo outros instrumentos e os professores me detestavam porque eu era uma garota e não podia tocar guitarra, baixo, bateria entre outros, mas eu insisti e fiz e continuei no balé, sendo torturada por Rose cada vez mais, então me tornei a 1º bailarina dessa companhia de dança e então a bela garotinha surtou, largou a escola de arte, ateou fogo a todos os históricos que faziam referencia a ela e fugiu de casa, depois de um tempo ela voltou, seu pai ficou ressentido mas acabou a perdoando e prometeu ser um pai melhor,e a mãe sempre a entendeu então ajudou na nova convivência entre a garotinha e seu pai, que realmente mudou e hoje é orgulhoso porque a filha é uma moça revolucionaria e boa musicista!... Essa é a minha história! Bonita não é? – Morgan me encarava chocada e não tinha como saber a expressão do filho dela.
— Rose usava esses métodos? – ela parecia realmente assustada.
Então levantei a manga da blusa e mostrei uma cicatriz — Um presente da Hallowey, tenho outros dois nas costas e meu pai sabia e nunca fez nada a respeito....
— Que horror – Morgan estava ganhando minha simpatia.
— Pois é ela me odeia e eu a odeio, estou aqui por um infeliz acaso do destino, sei que te contei tudo de forma confusa e super editada, mas dá pra entender que ela vai fazer de tudo pra me ferrar não é? Mas enfim vou evitar ao máximo aquela mulher, mas vou te ajudar como eu devo. Só não quero aquela velha no meu pé de novo.
— Completamente compreensível, mas pra você me ajudar vai ter que voltar a dançar... Você pode fazer isso? – ele me perguntou cheia de dedos
— Posso sim, eu gosto de dançar, mas não gosto de ser forçada... – respondi.
— Você pode mostrar o quanto ainda consegue fazer? – ela começou a me encarar com expectativa, parecia uma criança no natal.
— Acho que sim... – respondi.
— Ren você pode ajudar ela? – ela perguntou ao garoto já colocando Just Give Me A Reason da P!nk pra tocar
— Mas...
Ren estendeu a mão pra mim sem falar nada e eu bufando aceitei. Ele começou a me conduzir para o meio da sala, me fazendo dar piruetas na meia ponta mesmo de tênis, ele adequava nossos movimentos a musica com facilidade e eu o seguia sem dificuldade nos passos simples então ele começou a fazer coisas mais complicadas, como levantamentos e piruetas. Seu rosto mesmo de mascara era expressivo, o que me induziu a acompanha-lo criando uma atmosfera mais calma e fofa na sala. Quando a musica acabou eu me afastei olhando para meus tênis porque fiquei com vergonha e não consegui encara-lo. Eu me esqueci totalmente como era legal dançar sem ninguém cobrando, eu só fazia isso com Nath as vezes porque ele queria me divertir sem que isso virasse mais uma lembrança triste, mas o Ren conseguiu esvaziar totalmente a minha cabeça, meu corpo simplesmente respondeu ao dele e eu não pensei em nada...
— Você foi perfeita – Morgan me disse — Ren colocou um alto nível de dificuldade e você respondeu muito bem, nem parece que você ficou cinco anos sem dançar.
— Assim você me deixa com vergonha – falei meio assustada com a animação dela.
— Não fique! Venha aqui! – ela me puxou até uma mesa, abriu uma gaveta e começou a me medir de cima a baixo e por todos os lados.
— Ren me faz um favor? – ele nos encarava — Pega essas roupas para ela, por favor?
Ele pegou o papel que Morgan tinha nas mãos e saiu pela porta...
{
Garota estranha, com uma história complicada, mas nem um pouco difícil de acreditar, Rose é uma maluca torturadora às vezes penso que essa mulher é nazista. Andei até o fundo da sala de vestuário e achei as roupas para medida dela. O corpo dela não é mais de bailarina, ela tem curvas de mais... Da pra perceber mesmo com as roupas largas!
Parei em frente às vestes, tem preta, rosa e azul claro... Quase peguei a rosa pra provocar, mas peguei apenas preta e a azul porque é a mesma cor do cabelo dela. Até que Angeline dança bem, muito bem por sinal, mas eu não vou admitir isso em voz alta principalmente porque minha mãe gostou dela, mas vendo ela na escola não tem como perceber que algum dia sequer da vida dela ela pensou em dançar, se bem que eu sou a pior pessoa pra falar disso já que esse é o meu segredo. Na escola sou um qualquer e aqui um dos principais dançarino da companhia... Não vou julgar ninguém.
Voltei para sala e entreguei as roupas pra ela fui me sentar enquanto ela falava com minha mãe, as bailarinas já tinham voltado pra sala e minha mãe já estava coordenando o ensaio. Só sei que vou evitar Angeline para que ela não me reconheça, mesmo eu colocando lentes e tingindo o cabelo de branco com spray se falar demais com ela, vai acabar reconhecendo minha voz, afinal ela é uma musicista.
|
Depois de um dia cheio, Morgan liberou Ange para ir pra casa e ficou arrumando a sala com seu filho.
— Warren pode tirar essa mascara todos foram para casa.
— Você tem certeza mãe? – ele perguntou na defensiva — Não é melhor eu tirar em casa?
— Mas isso não te incomoda Warren? – Morgan perguntou com um tom preocupado.
— Eu meio que já acostumei com isso mãe, acho que se tornou parte de quem eu sou – Warren respondia enquanto tirava as lentes revelando os olhos azuis iguais ao de Morgan e assim como os do pai e da irmã mais nova.
— Eu sei que você sente vergonha de ser um bailarino e...
— Não se preocupa com isso mãe, antes era por esse motivo, mas agora quando eu coloco a mascara é como se uma outra pessoa assumisse o controle, eu não sou mais o Warren, eu sou o Ren que sempre sabe o que fazer, que tem certeza de tudo, que é confiante e corajoso. – ele olhou para a mãe sorrindo coçando os olhos um pouco avermelhados pelo o uso constante da lente — É estranho admitir isso, mas é melhor assim.
— Filho... Só espero que você saiba que a personalidade do Ren não é nada mais que a sua personalidade, você é assim! Só não descobriu isso ainda.
Warren sorriu para Morgan com carinho então os dois rumaram para a saída da Academia de Artes.
***
Ao chegar em casa Ange contou tudo o que aconteceu para a sua mãe, que apesar de ter lhe dado uma terrível bronca pelo que ela fez, se compadeceu ao ouvir o nome da senhora Hallowey.
— Mãe, aquela velha me persegue, mesmo depois de anos ela me reconheceu e veio com conversa de “Eu vou disciplinar você garotinha nem que seja a ultima coisa que eu faça” – Ange disse imitando e exagerando o que sua ex professora tinha lhe dito — Como ela consegue me perturbar tanto depois de tantos anos?
— Calma Angie, é isso mesmo que ela quer! Mexer com o seu psicológico e te deixar abalada! – a mãe de Ange respondeu.
— É... Eu acho que ela está conseguindo dona Letha Reene, ela está deixando sua filha maluca!
— Ok senhorita Angeline Reene... – a Letha ria de sua filha — Me diga coisas mais leves, Essa professora que você está auxiliando... Morgan? – perguntou esperando Ange confirmar se era esse o nome da mulher — Você gostou dela?
— Sim, ela foi bem gentil comigo, e ficou super empolgada e pediu que eu dançasse com o filho dela pra ver até onde ia a minha técnica. – Ange ficou pensativa. — Foi o filho dela que me irritou um pouco!
— Ah o garoto da mascara que dança muito bem? – Letha tentava segurar o riso.
— É esse mesmo, o nome dele é Ren... Sei lá ele tem algo muito estranho e suspeito! – Ange comentou cruzando as pernas no sofá.
— Ahã... – Letha a encarava com a sobrancelha erguida e um sorriso. — Você disse que o cabelo dele era um sidecut... Não é aquele corte q você gosta?
— Ow Oow OOOWW dona Letha pode parando por ai que eu sei aonde você quer chegar! – Ange riu — Pare de me arrumar namorados sem que eu queira um!
— Pelo que você comentou ele é bonito, e misterioso e você disse q ele tem algo suspeito, e EU SUSPEITO que você vai querer descobrir o que é! E é assim que tudo começa, foi assim que eu gostei do seu pai!
— MÃÃÃEEE para com isso. E não compare ele maluco da mascara com o meu pai! Meu pai nunca usaria mascara! – Ange a encarava.
— Você sabe que seu pai apesar de antigamente ser rígido é um cara super legal e ele já se acostumou com a filha que tem, mesmo você ainda sendo desconfiada. – Letah argumentou. — E nem sempre ele foi rígido, quando seu pai era novo tinha uma banda de rock e era louco, ficou rígido depois que teve que ir para o exercito, mas agora que passou ele está normal, e toca Rolling Stones com você!
— Hoje em dia ele é o melhor pai do mundo, mas ainda não gosto de decepciona-lo.E vamos esquecer esse garoto por favor! Vejo na sua cara que você está se empolgando com isso!
— Tá vou parar Angie, prometo que vou me esforçar!
Ao chegar em casa Ange contou tudo o que aconteceu para a sua mãe, que apesar de ter lhe dado uma terrível bronca pelo que ela fez, se compadeceu ao ouvir o nome da senhora Hallowey.
— Mãe, aquela velha me persegue, mesmo depois de anos ela me reconheceu e veio com conversa de “Eu vou disciplinar você garotinha nem que seja a ultima coisa que eu faça” – Ange disse imitando e exagerando o que sua ex professora tinha lhe dito — Como ela consegue me perturbar tanto depois de tantos anos?
— Calma Angie, é isso mesmo que ela quer! Mexer com o seu psicológico e te deixar abalada! – a mãe de Ange respondeu.
— É... Eu acho que ela está conseguindo dona Letha Reene, ela está deixando sua filha maluca!
— Ok senhorita Angeline Reene... – a Letha ria de sua filha — Me diga coisas mais leves, Essa professora que você está auxiliando... Morgan? – perguntou esperando Ange confirmar se era esse o nome da mulher — Você gostou dela?
— Sim, ela foi bem gentil comigo, e ficou super empolgada e pediu que eu dançasse com o filho dela pra ver até onde ia a minha técnica. – Ange ficou pensativa. — Foi o filho dela que me irritou um pouco!
— Ah o garoto da mascara que dança muito bem? – Letha tentava segurar o riso.
— É esse mesmo, o nome dele é Ren... Sei lá ele tem algo muito estranho e suspeito! – Ange comentou cruzando as pernas no sofá.
— Ahã... – Letha a encarava com a sobrancelha erguida e um sorriso. — Você disse que o cabelo dele era um sidecut... Não é aquele corte q você gosta?
— Ow Oow OOOWW dona Letha pode parando por ai que eu sei aonde você quer chegar! – Ange riu — Pare de me arrumar namorados sem que eu queira um!
— Pelo que você comentou ele é bonito, e misterioso e você disse q ele tem algo suspeito, e EU SUSPEITO que você vai querer descobrir o que é! E é assim que tudo começa, foi assim que eu gostei do seu pai!
— MÃÃÃEEE para com isso. E não compare ele maluco da mascara com o meu pai! Meu pai nunca usaria mascara! – Ange a encarava.
— Você sabe que seu pai apesar de antigamente ser rígido é um cara super legal e ele já se acostumou com a filha que tem, mesmo você ainda sendo desconfiada. – Letah argumentou. — E nem sempre ele foi rígido, quando seu pai era novo tinha uma banda de rock e era louco, ficou rígido depois que teve que ir para o exercito, mas agora que passou ele está normal, e toca Rolling Stones com você!
— Hoje em dia ele é o melhor pai do mundo, mas ainda não gosto de decepciona-lo.E vamos esquecer esse garoto por favor! Vejo na sua cara que você está se empolgando com isso!
— Tá vou parar Angie, prometo que vou me esforçar!
***
— Ren é verdade que você dançou com uma menina hoje? – a pequena garota pulava no sofá para sentar ao lado do irmão.
— Sim – Warren respondia olhando a irmã com curiosidade — Por que Morrigan?
— Mamãe disse que ela era bonita e tinha o cabelo azul, eu queria ver... – Morrigan ficou com os olhos brilhantes de empolgação — Ela é sua namorada?
— Não... De onde você tirou isso? – Warren encarava a pequena — E quanto ela ter o cabelo azul é verdade.
— Mas ela é bonita?
— Sim ela é, mas por que você está insistindo nisso Morrigan? – perguntou ele exasperado.
— Nada não.
— Sim – Warren respondia olhando a irmã com curiosidade — Por que Morrigan?
— Mamãe disse que ela era bonita e tinha o cabelo azul, eu queria ver... – Morrigan ficou com os olhos brilhantes de empolgação — Ela é sua namorada?
— Não... De onde você tirou isso? – Warren encarava a pequena — E quanto ela ter o cabelo azul é verdade.
— Mas ela é bonita?
— Sim ela é, mas por que você está insistindo nisso Morrigan? – perguntou ele exasperado.
— Nada não.
domingo, 9 de junho de 2013
What do you know about me? - ~ 1 ~
Angeline:
Eu estava voltando de um show com dois amigos, estávamos levemente
alcoolizados e sentamos em um muro para “pegar” um ar para voltarmos pra casa,
nós não estávamos muito bem, eu ria de qualquer coisa e meu erro fatal foi rir
de um punk que estava passando com uma moça. Ele se invocou arrumou confusão
com a gente e pra nosso azar uma viatura estava passando e fomos todos presos e
como eu e meus amigos somos menores de idade fomos liberados e obrigados a
cumprir pena escolar.
E é por isso aqui que Jonathan e Matthew e eu estamos aqui na sala do
diretor no dia seguinte aos fatos para pegar nossas punições.
— Bom... – O diretor estava com uma cara de tédio e decepção — Vocês vão
receber um castigo conforme a personalidade de cada um, então pro Matthew foi
decidido q ele vai ajudar a professora de matemática do primário. – O diretor
estendeu uma papelada pra ele — Para Jonathan foi selecionado dar aulas de
violino para o clube de musica para crianças do interior – ele estendeu mais
papeis e Jonathan pegou — E para você Angeline, foi decidido que você vai
ajudar uma professora da Academia de Artes Marie Rosete, já que um dia você foi
aluna dessa instituição – ele me estendeu a papelada pra assinar.
— Ãh... Diretor sei que não estou muito apta pra qualquer pedido, mas eu
não poderia pedir uma outra punição como ser desentupidora de banheiros
escolares? – O diretor me olhou incrédulo e os garotos seguraram o riso.
— Não Angeline é isso mesmo e acabou. Estão dispensados.
Saímos da sala e nos afastamos então comecei a reclamar.
— Punk maldito! Ele tinha que invocar com meu riso, eu estava bêbada eu
não tive a intenção de ofender!
— Ange não tem motivo pra isso, nossas punições são relacionadas com
coisas que gostamos. – Matt disse na tentativa de me acalmar, mas Nath que me
conhece desde criança explicou a situação.
— Matt as piores lembranças de infância da Ange foram feitas nesse lugar,
a única coisa boa foi q lá ela me conheceu, mas afirmo que era um lugar terrível
para garotinhas q queriam aprender musica e não ser bailarina. – os olhos dele
ficaram distantes
— Ta explicado, você não comenta a parte obscura da sua vida... – Matt disse me olhando.
— Não gosto de lembrar disso – disse enquanto saímos da escola e seguimos
para a área residencial — Bom acho que vou ter que enfrentar meus traumas de infância
hoje a tarde.
Continuamos o caminho calados até a minha casa, nós nos despedimos e eu
fui tomar um banho para me arrumar e seguir pra tortura.
Depois de pronta conferi meu visual.
Cabelo azul mal cortado?
Ok.
Camiseta da minha banda favorita?
Ok
Uma camisa fina por cima pra não passar frio?
Ok.
Calça preta mais desbotada e rasgada do armário?
Ok.
Não vou passar maquiagem porque estou cansada, vou aproveitar esse tempo
e escrever um bilhete explicando pra minha mãe o que aconteceu de ontem para
hoje e preparar a janta dela, não escondo nada dela ela sabe que nós três somos
apenas nerds bobões com fama de desordeiros e que isso foi um equivoco e nada
grave – seria grave se a gente tivesse apanhado – e tenho certeza q ela vai se
sentir triste pelo meu castigo e vai esconder isso do meu pai. Terminando de
fazer o que estava fazendo eu peguei minha mochila e segui para Academia Artes.
Acho que Hoje é o pior dia da minha vida de merda!
{
Angeline caminhava desolada pelo centro da cidade até que avistou o
grande prédio da Academia de Artes Marie Rosete, o que casou agitação no
estomago dela, ela não tinha mais que temer este lugar, pensou, mas ainda sim
uma inquietação a deixava com o pé atrás. Quando ela passou pelas portas do
lugar o ar fugiu de seus pulmões e ela quis dar meia volta, porém retirou a
recomendação da mochila e foi conversar com a recepcionista, após uns 10
minutos a garota encaminhou Ange para o andar superior do edifício para falar
com a diretora coordenadora. Ange subiu com calma com as palmas da mão suando e
saindo do elevador pode ouvir uma discussão acalorada vinda da sala da mulher
que logo enfrentaria, três vozes se erguiam alteradas, duas femininas e uma
masculina, uma das vozes já envelhecida lhe causou um tremor e ela temeu que
seus medos se confirmassem, minutos depois um jovem de capuz saiu da sala às
pressas tão rápido que ela nem pode ver seu rosto, depois uma mulher saiu atrás
dele chamando-o com a voz sofrida “filho me perdoe...” e depois seu pior pesadelo
saiu da sala numa forma mais envelhecida.
Rose Hallowey.
Sua ex professora de balé.
A mulher encarou com um sorriso frio de desdém.
— Vejam só quem voltou – a voz de Rose saia venenosa como sempre — Sempre
soube que seria uma delinquente, entre.
Ange entrou na sala sem se pronunciar e entregou a carta a Rose Hallowey.
— Bom Angeline Reene você está de volta e dessa vez vou colocar um pouco de disciplina
em você. Olha que estado deplorável que você se encontra com esses piercings no
rosto e esse cabelo desgrenhado e azul. Você já foi uma boa criança... Mas
sempre soube que esse seria o futuro de quem não da valor ao dom que tem e o deturpa.
Pegue esta pasta e se apresente na sala 13 e não ouse abri-la. Não quero ouvir
reclamações ao seu respeito estamos entendidas? – Ange moveu a cabeça em concordância
— Dispensada.
Ange saiu da sala quase correndo, que mulher odiosa ela era, desde nova
era assim e agora estava bem pior, ela estava curiosa sobre a pasta que
carregava, mas não ousou a sequer olhar para ela depois do jeito que Rose
falou, Angeline não tinha muitos medos na vida, mas aquela mulher conseguiu
traumatizar tanto a sua infância que ao olhar nos olhos dela o pavor e o medo
voltavam a ela com facilidade. Ao chegar à sala 13 bateu na porta e para sua
surpresa quem abriu foi a mulher que estava
discutindo com Hallowey, ela era da mesma altura que Ange, no máximo 1,65,
cabelos negros ondulados e olhos azuis profundos que contrastavam com a pele pálida.
— É... Bem a Hallowey – ela não conseguiu evitar o desprezo ao dizer o
nome — Me pediu pra entregar isso – ela estendeu a pasta.
— Oh – a mulher abriu um sorriso enquanto lia o documento — Você vai ser
minha assistente, bem vinda Angeline, sou Morgan espero ter uma boa convivência
com você! Entre.
Ange entrou na sala e viu jovens não tão mais novas que ela por volta dos
14 e 15 anos olhando para um jovem encapuzado no canto da sala.
— Você tem a idade do meu filho... – Morgan comentou.
— Desculpe? – Ange a olhou confusa.
— Você tem a idade do meu filho, ela apontou para o garoto, 17 e está no
mesmo colégio. – Morgan sorria.
— Mãe! – a voz do garoto a cortou e ela lhe lançou um olhar pedindo
desculpa.
Ange penssou que estava ficando louca, mas mesmo piscando os olhos ela viu
que não estava, o garoto tinha os cabelos tingidos de branco com um corte
moderno de sidecut, mas o que a espantou foi que ele usava uma mascara branca e
prateada que escondia-lhe o rosto tornando-o incapaz de ser reconhecido nas
ruas, e ele usava uma lente verde bem incomum.
— Aaahhh... Okay, - Morgan falou mudando de assunto enquanto Ange o
garoto se encaravam — Então você brigou na rua e está aqui para cumprir
punição?
— Sim, foi uma bobagem. – Angeline sustentava o olhar dele
orgulhosamente.
— Vai ficar bastante tempo com a gente...
— Infelizmente...
— Nesta pasta consta que você estudava aqui e era uma das bailarinas
principais aos 12 anos. Incrível!
— O quê?
Angeline tirou a pasta da mão de Morgan de forma brusca fazendo o garoto
avançar de forma protetora em direção à mãe tirando-a de perto de Ange que
soltava um palavrão enquanto lia a pasta que aparentemente era sua fixa da
Academia de Artes Marie Rosete.
— Eu achei que tinha queimado isso! – exclamou pasma
— Como? – para a surpresa dela quem perguntou foi o rapaz.
— Será que a gente pode conversar em outro lugar dona Morgan? - Ange pediu massageando as têmporas — Acho
que assustei e escandalizei suas mocinhas de mais por um dia – ela apontou pra
cara das bailarinas de olhos arregalados.
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